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REGULAMENTO TÉCNICO

BOLICHE

SUMÁRIO

  1. Disposições Gerais
    • 1.1 Das Obrigações dos Participantes
    • 1.2 Da Bolsa-Atleta e Participação nos Campeonatos
  2. Participação e Inscrição
    • 2.1 Dos Prazos
    • 2.2 Da Idade dos Participantes
    • 2.3 Das Condições de Inscrição
  3. Sistema de Competição
  4. Normas Técnicas dos Jogos
  5. Uniformes e Equipamentos
  6. Arbitragem
  7. Especificidades para Atletas Surdos
  8. Disciplina e Penalidades
  9. W.O. e Abandono
  10. Premiação
  11. Responsabilidades das Equipes
  12. Estrutura e Condições do Local
  13. Congresso Técnico
  14. Considerações Finais

1. DISPOSIÇÕES GERAIS

  • Objetivo da competição: Promover a competição de BOLICHE entre surdoatletas no âmbito da CBDS.
  • Eventos:
    • Campeonato Brasileiro de Boliche de Surdos Duplas;
    • Campeonato Brasileiro de Boliche de Surdos Individual;
    • Campeonato Brasileiro de Boliche de Surdos Trios.
  • Responsáveis:
    • Duplas: CBDS + FDSB/DF
    • Individuais: CBDS + FDSB/DF
    • Trios: CBDS + FMDS/MG
  • Base normativa: Regras oficiais da CBBo Confederação Brasileira de Bowling e da World Bowling + Regulamentos da CBDS.
  • Categorias:
    • Campeonato (Duplas): Dupla Masculina e Dupla Feminina;
    • Campeonato (Individual): Individual Masculino e Individual Feminino;
    • Campeonato (Trios): Trio Masculino e Trio Feminino.
  • Tipo Evento: Campeonato Brasileiro.
  • Quantidade de Campeonatos: 3 Campeonatos.
  • Os eventos serão realizados conforme o calendário oficial da CBDS Confederação Brasileira de Desportos de Surdos, sendo disputados nas categorias especificadas no Sistema da CBDS.
  • Todos os participantes dos eventos serão considerados plenamente cientes deste regulamento técnico, bem como das demais normas da CBDS, incluindo, mas não se limitando, ao Estatuto, Regulamento Geral da CBDS e ao Regulamento Geral dos Eventos Esportivos, além das legislações pertinentes em vigor, às quais estarão subordinados.
  • A participação será restrita aos surdoatletas vinculados às Federações, Associações filiadas direta ou indiretamente à CBDS, desde que devidamente regularizados e com todas as taxas quitadas no sistema. A inscrição de surdoatletas que não estejam em dia com suas obrigações financeiras ou que apresentem pendências no sistema será recusada, e os surdoatletas vinculados a essas entidades não poderão participar do evento.
  • Os eventos serão do tipo Campeonato Brasileiro, realizados em datas e locais distintos conforme o calendário oficial da CBDS.
  • Na Cerimônia de Abertura, todos os participantes deverão apresentar-se no local do evento completamente uniformizados, com chegada obrigatória ao local com, no mínimo, 15 minutos de antecedência ao início da cerimônia. O descumprimento deste prazo implicará na aplicação de multa conforme a Tabela de Taxas e Multas vigente.
  • Os participantes deverão colaborar integralmente com a comissão organizadora nas orientações e preparativos da cerimônia e recepção, visando à agilidade e à prevenção de atrasos. Qualquer participante que causar desordem ou atrasos estará sujeito às penalidades cabíveis, incluindo a aplicação de multa.
1.1 Das Obrigações dos Participantes
  • É dever de todos os participantes acompanhar prioritariamente todas as informações novas/alteradas principalmente no SISTEMA e SITE da CBDS.
  • As dúvidas sobre os eventos deverão ser solicitadas pelas Entidades Filiadas através do e-mail institucional das federações (@cbds.org.br) enviando para o Departamento de Nacionais (depto.nacionais@cbds.org.br).
  • Os responsáveis pelos surdoatletas participantes deverão consultar os Boletins informativos na página do evento no site da CBDS e e-mails enviados às Entidades filiadas diretas, verificando os detalhes, como o prazo de inscrição, envio de documentos e outras informações, bem como manter seus surdoatletas devidamente informados.
  • É obrigatório que todos os surdoatletas estejam com o documento de identificação válido (RG ou CNH) em mãos durante todo o evento, devendo apresentar ao delegado/representante da CBDS 30 minutos antes do início dos jogos.
1.2 Da Bolsa-Atleta e Participação nos Campeonatos
  • Nesta modalidade em 2026 será realizada 3 campeonatos distintos, ou seja, para fins de Bolsa-Atleta, serão considerados os resultados de cada campeonato.
  • Caso algum surdoatleta não participe de um dos campeonatos, perderá o direito à bolsa-atleta.
  • Caso algum surdoatleta obtenha classificação em 2 ou mais campeonatos, deverá escolher um dos campeoantos para a concessão da bolsa-atleta.
  • Classificação e Critérios: Os critérios de classificação para a concessão de bolsa-atleta, bem como os valores e quantidades de contemplados, serão definidos pela CBDS e divulgados em Boletim específico no site oficial da CBDS.

2. PARTICIPAÇÃO E INSCRIÇÃO

2.1 Dos Prazos
  • Para que o surdoatleta consiga realizar a inscrição, a Federação e Associação de onde é vinculado deverá estar com a situação de filiação regular no sistema da CBDS, para que não ocorra o bloqueio.
  • Registro Anual - Todos os surdoatletas devem ter seus registros anuais em situação regular (verde) no sistema da CBDS antes de começar o prazo das relações nominais.
  • Inscrição Final - Conforme prazos do regulamento geral de eventos da CBDS, os participantes devem realizar a inscrição final no sistema da CBDS, observando os cronogramas estabelecidos no site oficial da CBDS e demais meios de divulgação, respeitando os seguintes prazos:
  • Inscrição Final - as inscrições abrem aproximadamente 90 dias antes de cada campeonato, e o fechamento das inscrições ocorre a 60 dias antes do campeonato.
  • Relação Nominal - o prazo para preenchimento dos nomes dos surdoatletas se abre a 60 dias antes de cada campeonato, e o fechamento da relação nominal ocorre a 30 dias antes do campeonato.
  • Congresso Técnico e Sorteio - Deve ser realizado em até 15 dias após a finalização das inscrições caso seja por videoconferência, ou 1 dia antes do campeonato se for presencial.
  • Sorteio ao Vivo no YouTube - entre 5 a 7 dias depois do congresso técnico por videoconferência, a ser divulgado no site ou grupo das filiadas no Telegram e/ou outros meios de divulgação.
  • Relatório Esportivo - o prazo para envio do relatório esportivo é de até 15 dias após cada campeonato.
2.2 Da Idade dos Participantes
  • Somente será permitida participação de surdoatletas com idade mínima de 14 anos, ou seja, na data da competição, deverá ter a idade exigida.
  • Não há limite máximo de idade para participação, desde que o surdoatleta esteja em condições de saúde adequadas para competir, e que a equipe participante responsável analise atestado médico atualizado, emitido por um profissional de saúde habilitado, atestando a aptidão física do surdoatleta para participar da competição.
  • Menores de Idade: Caso o surdoatleta seja menor de idade (abaixo de 18 anos), será obrigatório anexar, na Relação Nominal do sistema da CBDS, o termo de responsabilidade para menor de idade. Esse documento deve ser anexado pelas equipes participantes, observando atentamente as assinaturas. Caso haja indícios de falsificação, o caso será encaminhado ao STJD. Não é permitido "colar" imagens em formato jpg/png das assinaturas; o documento deve ser assinado digitalmente somente com GOV.BR, e anexado ao sistema da CBDS. Ressalta-se que não será permitido apresentar o termo de responsabilidade presencialmente.
  • Menores de Idade: Caso não apresentar a Autorização original com assinatura digital do Gov.BR, o respectivo surdoatleta menor de idade ficará impossibilitado de participar dos jogos.
  • Menores de Idade: A equipe participante deverá apresentar AUTORIZAÇÃO assinada digital do Gov.BR pelo responsável do surdoatleta menor e também anexar no sistema da CBDS na relação nominal.
  • Menores de Idade: O modelo de Autorização para participação do menor de idade está disponível na relação nominal para download no sistema CBDS, onde consta o menor na relação.
2.3 Das Condições de Inscrição
  • Os limites de vagas para participação em cada campeonato serão definidos pela CBDS, considerando a capacidade de atendimento e a infraestrutura disponível, com o objetivo de assegurar a qualidade e a segurança do evento. Recomenda-se consultar o site oficial da CBDS para obter informações atualizadas sobre os limites de vagas aplicáveis a cada categoria.
  • No 1º Campeonato (Duplas), serão permitidos somente surdoatletas inscritos em duplas masculinas e femininas no Sistema da CBDS.
  • No 2º Campeonato (Individual), serão permitidos somente surdoatletas inscritos individualmente nas categorias masculina e feminina no Sistema da CBDS.
  • No 3º Campeonato (Trios), serão permitidos somente surdoatletas inscritos em trios masculinos e femininos no Sistema da CBDS.
  • Comissão Técnica: É permitida a inscrição de 1 (um) técnico por federação, devidamente inscrito no Sistema da CBDS. O técnico poderá acompanhar os surdoatletas durante as competições, porém não terá direito a medalhas. O técnico inscrito poderá representar a federação no Congresso Técnico.
  • Não é permitida a inscrição de surdoatletas de Federações/Associações diferentes para composição de duplas ou trios, por se tratar de Campeonato Brasileiro.
  • Em caso de conflito entre inscrições concorrentes à última vaga disponível no sistema, o critério principal de desempate será a data e o horário da confirmação da inscrição, conferindo prioridade ao surdoatleta cuja inscrição tenha sido confirmada primeiro. Persistindo o empate na data e horário da confirmação, o critério de desempate será a data e o horário do comprovante de pagamento.
  • Não serão permitidas devoluções de valores referentes às inscrições, conforme os regulamentos vigentes, salvo em casos de cancelamento do evento por parte da CBDS ou por motivos de força maior, devidamente comprovados e analisados pela Diretoria da CBDS, que poderá autorizar a devolução parcial ou total dos valores pagos, conforme o caso.
  • Na Relação Nominal, torna-se obrigatório anexar o documento de termo de responsabilidade para menor de idade no sistema da CBDS. É responsabilidade das equipes participantes garantir a anexação do documento, observando atentamente as assinaturas. Caso sejam identificados indícios de falsificação das assinaturas, o caso será encaminhado ao STJD. Não será permitido "colar" imagens em formato jpg/png das assinaturas; o documento deverá ser assinado digitalmente somente com GOV.BR e anexado ao sistema. Ressalta-se que é expressamente proibido apresentar o termo de responsabilidade para menor de idade presencialmente.
  • Intérpretes de Libras devidamente inscritos poderão ter livre acesso entre os surdoatletas de todas as categorias de sua Federação para fins de comunicação e acessibilidade.

3. SISTEMA DE COMPETIÇÃO

O sistema de disputa será definido de acordo com o número de inscrições por categoria e o tempo disponível para realização de cada campeonato.

A classificação dos surdoatletas (individual), duplas ou trios será pelo total de pinos derrubados (pinfall) ao longo das séries de jogos disputadas, adotando-se a seguinte referência:

  • A pontuação de cada jogo (game) segue as regras oficiais de boliche, com máximo de 300 pontos por jogo (jogo perfeito);
  • A classificação geral será pela soma dos pontos obtidos em todos os jogos dos dois dias de cada campeonato;
  • No caso de duplas e trios, a pontuação da equipe será a soma dos pontos individuais de todos os integrantes;

O número de jogos (games) por fase será de 12 jogos, sendo 6 jogos no sábado e 6 jogos no domingo;

Ao final da fase classificatória, quando dois ou mais competidores (individuais, duplas ou trios) terminarem empatados no total de pinos derrubados, os critérios de desempate serão aplicados na seguinte ordem:

  1. Maior pontuação em um único jogo (game) durante a competição;
  2. Maior pontuação no último jogo (game) disputado;
  3. Jogo extra de desempate (roll-off), caso os critérios anteriores não resolvam o empate, nos termos definidos pela organização.

4. NORMAS TÉCNICAS DOS JOGOS

  • A competição será conduzida conforme as regras oficiais de BOLICHE, com as adaptações previstas na Seção 7 deste regulamento (Especificidades para Atletas Surdos).
    • Os casos de natureza geral serão resolvidos de acordo com os Documentos da CBDS.
    • Os casos de natureza técnica relacionados com as regras de competição serão resolvidos de acordo com as Regras e Regulamentos atuais da CBBo Confederação Brasileira de Bowling e da World Bowling.
  • A programação e a ordem de jogos de cada campeonato serão determinadas pela Comissão Organizadora e publicadas em Boletim divulgado na página do evento no site da CBDS, após o encerramento do período de inscrições.
    • Em caso de necessidade justificada, a Comissão Organizadora poderá alterar a programação, devendo informar imediatamente os participantes por Boletim na página do evento no site da CBDS.
  • Os jogos terão início de acordo com a programação divulgada, com previsão de horário para cada série.
    • Os jogos subsequentes poderão ter início imediatamente após o término da série anterior, conforme a programação geral.
  • As partidas serão disputadas conforme as regras oficiais de BOLICHE adotadas pela CBBo e pela World Bowling:
    • Cada jogo (game) é composto por 10 frames.
    • Em cada frame, o jogador tem direito a 2 arremessos para derrubar os 10 pinos, exceto no 10º frame, onde poderá ter até 3 arremessos em caso de strike ou spare.
    • Strike: todos os 10 pinos derrubados no primeiro arremesso do frame.
    • Spare: todos os 10 pinos derrubados com os dois arremessos do frame.
    • A pontuação máxima de um jogo é 300 pontos (12 strikes consecutivos).
    • A atribuição de pistas será realizada por sorteio ou definida pela Comissão Organizadora, podendo haver rodízio de pistas durante a competição.
    • É proibido ultrapassar a linha de falta (foul line) durante o arremesso. O arremesso em que o jogador ultrapassar a linha será considerado falta, e os pinos derrubados nesse arremesso não serão contabilizados.
    • Compete exclusivamente ao árbitro/marshal paralisar o jogo e fazer cumprir o que determina este regulamento e/ou regra oficial, não devendo abrir exceções fora das Regras Oficiais nem dos Regulamentos da CBDS.
  • Cada surdoatleta terá direito a um período de aquecimento/treino nas pistas antes do início de cada série de jogos, conforme tempo definido pela organização (geralmente entre 5 e 10 minutos).
  • Durante a competição, cada surdoatleta deverá utilizar a mesma bola registrada no início da série, salvo em caso de defeito comprovado, quando poderá solicitar troca ao árbitro/marshal.

5. UNIFORMES E EQUIPAMENTOS

  • Os surdoatletas participantes devem usar equipamentos e vestuário adequados para a prática de BOLICHE:
    • Camisa polo, camiseta esportiva ou camisa da federação;
    • Calça comprida, calça esportiva ou bermuda na altura dos joelhos (não é permitido o uso de shorts curtos, bermudas de praia ou roupas de banho);
    • Sapatos de boliche apropriados são obrigatórios. Não é permitido jogar descalço, de chinelo, sandália ou qualquer calçado que não seja adequado para a prática de boliche.
  • Os surdoatletas deverão utilizar camisas identificadas em conformidade com as regras da competição, sendo a identificação correspondente aos nomes constantes na relação nominal.
    • Em caso de necessidade de distinção entre equipes (duplas ou trios) da mesma federação, a Comissão Organizadora poderá determinar a utilização de coletes ou camisas de cores distintas.
  • Todos os surdoatletas que representam a mesma federação deverão usar uniformes da sua respectiva federação.
  • É permitido o uso de munhequeiras, luvas de boliche, fita adesiva nos dedos (tape), suportes de pulso e outros acessórios específicos para a prática de boliche, desde que estejam em conformidade com as regras da CBBo e da World Bowling.
  • É permitido o uso de bolas de boliche pessoais, desde que estejam em conformidade com as especificações técnicas oficiais (peso máximo de 16 libras / 7,26 kg, diâmetro e materiais regulamentares). A organização poderá realizar a verificação das bolas antes do início da competição.
  • Surdoatletas que necessitem utilizar óculos de grau durante as partidas poderão utilizá-los livremente, devendo assegurar que estejam bem fixados para a prática esportiva.
  • Surdoatletas que estiverem com uniformes ou equipamentos inadequados serão advertidos pela arbitragem. Caso não regularizem a situação em tempo hábil, poderão ser impedidos de competir até a devida regularização, observando-se as penalidades previstas na Seção 8 deste regulamento.
  • Durante a cerimônia de premiação, os surdoatletas deverão estar uniformizados de forma padronizada.
  • Conforme o Regulamento Geral de Eventos da CBDS, é proibido o consumo de cigarros, bebidas alcoólicas e outras substâncias ilícitas no local do evento, bem como o uso de aparelhos auditivos ou Implantes Cocleares durante os jogos, sob pena de aplicação das sanções cabíveis.

6. ARBITRAGEM

  • A escala de arbitragem será definida pela CBDS em conjunto com a federação sede ou órgão competente da modalidade.
  • O árbitro/marshal é a autoridade máxima nas pistas durante as partidas, cabendo-lhe a aplicação das regras oficiais de BOLICHE e das disposições deste regulamento.
  • A equipe de arbitragem poderá ser orientada pelo(s) supervisores da CBDS, no que se refere a questões que envolvem características próprias dos surdos, especialmente em relação à comunicação e normas específicas da CBDS.
  • É obrigatório o uso de sinais visuais pelos árbitros para sinalizar faltas, paralisações e demais marcações em todos os momentos das partidas, conforme previsto na Seção 7 deste regulamento.
  • O sistema de pontuação eletrônico (computadorizado) da casa de boliche deverá ser utilizado como referência oficial para a marcação dos pontos. Em caso de falha do sistema eletrônico, a arbitragem deverá registrar os pontos manualmente.
  • Os procedimentos de registro de resultados deverão seguir as orientações da CBDS e da CBBo Confederação Brasileira de Bowling.
  • Eventuais reclamações relacionadas à atuação da arbitragem deverão ser formalizadas conforme os procedimentos previstos na Seção 8 (Disciplina e Penalidades) deste regulamento.

7. ESPECIFICIDADES PARA ATLETAS SURDOS

  • A adaptação técnica para competição de BOLICHE para surdos é em relação à sinalização dos árbitros e do sistema de pontuação, que deverão utilizar sinais visuais e/ou painéis eletrônicos para comunicação com os surdoatletas em todos os momentos das partidas.
  • É proibido o uso de avisos exclusivamente sonoros sem acompanhamento de sinalização visual. Os árbitros e a organização devem garantir que todas as comunicações e marcações sejam acessíveis visualmente a todos os atletas surdos nas pistas.
  • Em caso de faltas (foul), o sistema eletrônico de detecção de falta deverá contar com sinalização luminosa visível ao surdoatleta. Caso o sistema não disponha de sinalização luminosa, o árbitro/marshal deverá sinalizar a falta de forma visual imediata.
  • A comunicação entre a arbitragem e os surdoatletas deverá ser realizada de forma visual e acessível, podendo contar com o apoio de intérprete de Libras Língua Brasileira de Sinais, quando necessário e disponível.
  • Conforme o Regulamento Geral de Eventos da CBDS, é proibido o uso de aparelhos auditivos ou Implantes Cocleares durante os jogos, sob pena de aplicação das sanções cabíveis.
  • Equipamentos vibratórios ou luminosos poderão ser adotados como recurso complementar de sinalização, a critério da Comissão Organizadora e conforme aprovação da CBDS.

8. DISCIPLINA E PENALIDADES

8.1 Das Penalidades Disciplinares
  • As partidas serão regidas pelas Regras Oficiais de Boliche adotadas pela CBBo Confederação Brasileira de Bowling, podendo o árbitro/marshal aplicar as seguintes penalidades disciplinares durante o jogo:
    • Advertência verbal;
    • Advertência formal (registrada em súmula/relatório);
    • Anulação de arremesso (em caso de infração técnica, como ultrapassar a linha de falta);
    • Desqualificação da partida/série (com retirada do participante da área de jogo).
  • As penalidades aplicadas possuem efeito imediato e restrito ao campeonato em andamento.
  • O surdoatleta ou membro credenciado da delegação que for desqualificado poderá ser eliminado da competição e ficará sujeito à análise e eventuais sanções adicionais pela organização e/ou Justiça Desportiva.
  • Os efeitos das penalidades independem de comunicação ou notificação posterior, sendo de responsabilidade dos participantes e equipes o conhecimento das sanções aplicadas.
  • A desqualificação implicará a retirada imediata da área de jogo, podendo acarretar impedimento de participação nas séries subsequentes, conforme decisão da organização.
8.2 Das Multas por Penalidades Disciplinares
  • Para cada penalidade disciplinar aplicada durante a competição, poderá ser cobrada multa administrativa conforme valores estabelecidos abaixo, a qual será de responsabilidade da Entidade filiada direta à qual o participante esteja vinculado:
    • Advertência formal: R$ 35,00 (trinta e cinco reais) cada;
    • Desqualificação: R$ 55,00 (cinquenta e cinco reais) cada.
  • Caso o participante seja penalizado disciplinarmente, o pagamento das multas deverá ser realizado conforme orientações financeiras da organização do evento.
8.3 Das Infrações Administrativas
  • O surdoatleta que competir em situação irregular em qualquer campeonato estará sujeito às seguintes penalidades.
  • Considera-se atleta irregular nas seguintes situações:
    • Transferência ou empréstimo não regularizado ou pendente no sistema da CBDS;
    • Pendências no sistema de cadastro da CBDS;
    • Pendência no pagamento de taxas de registro ou da modalidade;
    • Suspensão disciplinar ativa;
    • Uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares externos durante as partidas;
    • Descumprimento das normas de uniformes ou equipamentos obrigatórios;
    • Uso de bola de boliche fora das especificações técnicas regulamentares.
  • Penalidades aplicáveis:
    • Anulação dos jogos disputados em situação irregular;
    • Desclassificação imediata da competição;
    • Encaminhamento do caso ao STJD-CBDS para análise e aplicação de penalidades adicionais;
    • Aplicação de multas administrativas previstas no regulamento.
  • Caso o participante esteja com uniforme ou equipamento incorreto e/ou incompleto, poderá ser aplicada multa no valor de R$ 200,00 (duzentos reais).
  • Caso a irregularidade seja identificada após o término de uma série, será aplicada a penalidade correspondente prevista neste regulamento. Se identificada durante o jogo, o participante poderá receber advertência, devendo regularizar a situação imediatamente, sob pena de impedimento de continuidade na competição até a devida regularização.
8.4 Dos Protestos e Recursos
  • Para o ingresso de processo de denúncias ou recursos será cobrada, pela Comissão Supervisora da CBDS, uma taxa de R$ 200,00 (duzentos reais).
    • Somente em caso de procedência da denúncia ou do recurso, o valor recolhido será devolvido à parte requerente.
  • No julgamento dos processos, a Comissão Supervisora da CBDS se baseará:
    • Neste Regulamento e demais Normas da CBDS;
    • Nas Regras Oficiais e demais resoluções adotadas para Boliche pela CBBo Confederação Brasileira de Bowling e pela World Bowling.
  • As partes envolvidas em casos de indisciplina e infrações graves poderão encaminhar processo ao STJD da CBDS para o devido julgamento, de acordo com a legislação vigente no País.

9. W.O. E ABANDONO

9.1 Da Tolerância e W.O.
  • Haverá tolerância máxima de 15 minutos do tempo estabelecido na programação. Passada essa tolerância, o surdoatleta, dupla ou trio faltoso ou incompleto perderá a série por W.O.
    • A contagem do tempo de tolerância inicia-se a partir do horário previsto na programação e com o sinal dado pelo árbitro/marshal.
    • O surdoatleta, dupla ou trio é automaticamente desligado(a) do campeonato se registrar dois W.O.s.
    • O surdoatleta, dupla ou trio que levar W.O. em algum jogo sofrerá penalidades e multas definidas pelas normas da CBDS.
9.2 Do Placar Administrativo
  • Em casos de W.O., para efeito de contagem, será conferido o placar de 0 (zero) pinos ao competidor faltoso em cada jogo da série não disputada.
9.3 Das Multas por W.O.
  • O surdoatleta, dupla ou trio que levar W.O. em alguma série receberá cobrança de multa no valor de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) por cada série perdida por W.O.
9.4 Da Desistência
  • O surdoatleta, dupla ou trio que tiver inscrição confirmada (verde) e desistir antes do sorteio, deverá pagar a multa de R$ 1.000,00 (mil reais) e terá penalidade automática de estar impedido de participar no próximo campeonato e no ano seguinte.
    • Caso o surdoatleta, dupla ou trio tenha inscrição confirmada (verde) e desistir após o sorteio, deverá pagar a multa de R$ 1.000,00 (mil reais) mais as multas por cada W.O. sofrido, e terá penalidade automática de estar impedido de participar no próximo campeonato e por 2 anos seguintes.

10. PREMIAÇÃO

  • As categorias participantes serão premiadas com troféus e medalhas para os surdoatletas classificados em 1º, 2º e 3º lugares em cada campeonato e categoria.
  • Serão premiados somente os surdoatletas participantes. O técnico inscrito pela federação não terá direito a medalhas ou troféus.
  • Não haverá premiação de destaques individuais adicionais, somente medalhas para os classificados.
  • O cerimonial de premiação será realizado no local do evento ao término de cada campeonato, conforme confirmação pela Comissão Supervisora.
  • Os surdoatletas poderão solicitar revisão ou contestar eventuais erros relacionados à premiação até o início da Cerimônia de Encerramento. Após a entrega das premiações, não serão aceitas reclamações ou revisões.

11. RESPONSABILIDADES DAS EQUIPES

  • Cada surdoatleta/equipe é responsável pelo transporte de seus integrantes e demais membros da delegação até o local do evento.
  • A alimentação durante o evento é de responsabilidade de cada participante, salvo quando expressamente oferecida pela Comissão Organizadora, conforme informações divulgadas em Boletim no site da CBDS.
  • A hospedagem, quando necessária, é de responsabilidade de cada participante, salvo quando expressamente oferecida ou subsidiada pela Comissão Organizadora, conforme informações divulgadas em Boletim no site da CBDS.
  • Os surdoatletas e demais integrantes da delegação são responsáveis pela sua conduta dentro e fora do local de competição durante todo o período do evento.
  • Eventuais danos causados ao patrimônio do local de competição, alojamento ou quaisquer instalações utilizadas durante o evento serão de responsabilidade do causador, que deverá arcar com os custos de reparação.

12. ESTRUTURA E CONDIÇÕES DO LOCAL

  • O local de jogo deverá ser uma casa de boliche (bowling center) que atenda às condições mínimas e especificações técnicas estabelecidas pelas regras oficiais de BOLICHE da CBBo e da World Bowling:
    • Pistas com dimensões regulamentares (comprimento de aproximadamente 18,29 metros / 60 pés da linha de falta até o primeiro pino);
    • Pinos e bolas em condições adequadas de uso;
    • Sistema de reposição automática de pinos (pinsetters) em funcionamento;
    • Sistema de pontuação eletrônica (computadorizado) operante.
  • As pistas deverão estar devidamente oleadas/condicionadas conforme padrão oficial, de maneira uniforme, garantindo condições iguais de jogo para todos os competidores.
  • O local deverá possuir iluminação adequada nas pistas e na área de aproximação, garantindo visibilidade plena para surdoatletas e arbitragem.
  • Deverão ser disponibilizados banheiros em condições adequadas de uso para todos os participantes.
  • O local deverá contar com monitores/telas de pontuação visíveis para o controle dos resultados das partidas.
  • Se possível, incluir condições mínimas de segurança, incluindo a presença de equipe médica ou acesso a pronto-socorro próximo ao local do evento durante toda a competição.
  • A Comissão Organizadora deverá assegurar sinalização visual adequada no local, considerando as necessidades dos atletas surdos, incluindo indicadores visuais de falta (foul) nas pistas.
  • Cada participante deverá ter sua própria garrafinha de água potável nas imediações das pistas. No local haverá vendas de bebidas não-alcoólicas podendo comprar e consumir.

13. DO CONGRESSO TÉCNICO

  • O representante de cada federação participante (técnico inscrito ou surdoatleta indicado) se reunirá no Congresso Técnico, a ser realizado em data e local definido pela Comissão Organizadora e divulgado via Boletim na página do evento no site da CBDS, com a finalidade de discutir assuntos inerentes ao campeonato.
  • Durante o Congresso Técnico, não serão debatidos e deliberados assuntos considerados fora do objetivo do respectivo evento.
  • É obrigatória a presença de, no mínimo, um representante por federação participante no Congresso Técnico, sendo este o técnico inscrito ou um surdoatleta devidamente inscrito no sistema da CBDS. A ausência de representante implicará, automaticamente, na perda do direito de voto e de interposição de reclamações posteriores relacionadas aos assuntos discutidos no Congresso Técnico e às normas da competição. Ademais, a federação que não comparecer ao Congresso Técnico estará sujeita à aplicação de penalidades em dobro, caso venha a apresentar reclamações posteriores sobre os temas debatidos ou as regras estabelecidas no Congresso, conforme disposto neste regulamento e nas demais normas da CBDS.
  • Os supervisores do evento, designados pela CBDS, serão responsáveis pela mediação e registro do Congresso Técnico, podendo estipular ordem e limite de tempo para manifestação dos presentes, para melhor organizar o debate.
  • As decisões tomadas no Congresso Técnico serão registradas em ata, que será disponibilizada posteriormente no site da CBDS. As deliberações do Congresso Técnico terão caráter vinculante para todos os participantes, e o descumprimento das decisões poderá acarretar penalidades conforme previsto neste regulamento e demais normas da CBDS.
  • A CBDS reserva-se o direito de realizar o Congresso Técnico por videoconferência, caso haja necessidade, e as regras estabelecidas neste capítulo serão aplicáveis, com as devidas adaptações para o formato virtual. O link para acesso à videoconferência será divulgado previamente no site da CBDS e por meio dos canais oficiais de comunicação com as equipes participantes.
  • As regras para o sorteio, incluindo os critérios de definição da ordem de jogo nas pistas, serão estabelecidas pela CBDS e comunicadas previamente aos participantes, caso a Diretoria de Esportes decidir, poderá solicitar comum acordo entre os participantes durante o congresso técnico. O sorteio poderá ser realizado ao vivo, por meio de transmissão no canal oficial da CBDS no YouTube, para garantir transparência e imparcialidade no processo.

14. DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS

  • Este regulamento está sujeito a alterações.
  • Os casos omissos a este documento serão definidos/solucionados pela Comissão Organizadora (antes e depois do evento) ou pela Comissão Supervisora (durante o evento).
  • Os casos de natureza geral serão resolvidos de acordo com os documentos da CBDS.
  • Os casos de natureza técnica relacionados com as regras de competição serão resolvidos de acordo com as Regras e Regulamentos atuais da CBBo Confederação Brasileira de Bowling e da World Bowling.

Igor Valério Rodrigues
Gestor de Eventos Nacionais CBDS